Notícias

Agrotóxicos proibidos na Europa são campeões de venda no Brasil

10 de Dezembro de 2018

https://portrasdoalimento.info/2018/12/10/agrotoxicos-proibidos-na-europa-sao-campeoes-de-vendas-no-brasil/

 

Declaração de Alckmin sobre pacote do veneno é 'leviana', declara pesquisadora

13 de agosto de 2018

https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/365075/Declara%C3%A7%C3%A3o-de-Alckmin-sobre-Pacote-do-Veneno-%C3%A9-%E2%80%98leviana%E2%80%99-diz-pesquisadora.htm

 

Dilema Venenoso

10 de agosto de 2018

https://brasil.estadao.com.br/blogs/inconsciente-coletivo/dilema-venenoso/

 

26 mil brasileiros foram intoxicados por agrotóxicos nos últimos dez anos  

6 de agosto de 2018

https://apublica.org/2018/08/26-mil-brasileiros-foram-intoxicados-agrotoxicos-ultimos-dez-anos/

 

Em quinze anos uso de pesticidas no Brasil subiu 135%

29 de Julho de 2018 

https://www.dn.pt/lusa/interior/em-quinze-anos-uso-de-pesticidas-no-brasil-subiu-135-9652235.html

 

Economia brasileira colabora para o consumo de agrotóxicos  

25 de Julho de 2018

https://jornal.usp.br/atualidades/economia-brasileira-colabora-para-o-crescimento-do-uso-de-agrotoxicos/

 

Brésil. La Géographie du poison.

23 de Juillet de 2018

https://alencontre.org/ameriques/amelat/bresil/bresil-la-geographie-du-poison.html

 

GEOGRAFIA do Veneno

07 de Julho de 2018

http://www.hojeemdia.com.br/opinião/colunas/frei-betto-1.334186/geografia-do-veneno-1.637635

 

CARTA FINAL DO SINGA 2017

 

Entre os dias 01 e 05 de novembro, nós, pesquisadoras e pesquisadores, militantes, povos e comunidades

tradicionais, povos indígenas, participantes de projetos de extensão e cultura, estudantes de todos os

estados do Brasil e de vários países da América Latina conseguimos nos reunir na cidade de Curitiba para

construir o VIII Simpósio Internacional de Geografia Agrária e o IX Simpósio Nacional de Geografia Agrária.

Não foi fácil! Diante do desmonte sistemático da educação pública, gratuita e de qualidade tem tentado se

reduzir cada vez mais o campo da pesquisa em todas as áreas e, em especial, naquelas mais

compromissadas com a denúncia dessa realidade atravessada por múltiplas desigualdades e violências,

como é o caso da proposta do SINGA desde seu início. Com isso, a possibilidade de participação de muitas

e muitos foi impossibilitada. 

Vivemos tempos de grandes perdas de direitos e de violência institucionalizada, que não só atacam quem

está dentro da Universidade, mas também quem está fora dela. O SINGA mostrou com clareza e cuidadosa

contundência como nos mais diferentes locais do Brasil e do restante de América Latina os conflitos por terra

e território, mas também por identidades de gênero, étnicas, etc. se multiplicam sem que haja uma ação

decidida para evitá-los, resolvê-los ou, no mínimo, mitigá-los. Pelo contrário, os retrocessos vêm sendo

anunciados e executados dia após dia nas diversas esferas de poder, tanto no campo quanto na cidade. Um

período de evidente suspensão da democracia por parte de grupos políticos parasitários, como a Bancada

Ruralista, representantes da exploração em diversos âmbitos – como através do agrohidronegócio e da

mineração - vem sendo marcado pela supressão de direitos conquistados durante décadas, pela violação da

natureza e, consequentemente, pela mercantilização da vida com uma rapidez e uma ferocidade inusitadas.

Não nos calamos frente a essa situação que privilegia o medo como instrumento chave do controle social,

seja este medo manifestado na violência banalizada, no abismo social do desemprego ou na precariedade

da vida em todas suas dimensões. Também não nos contentamos com o sufocamento imposto dia após dia

através dos meios e das redes hegemônicas de comunicação, muito menos com a melancolia como ordem e

sentimento naturalizado ou com a perda de horizontes políticos. Não temos dúvida de que este movimento

representa uma lógica opressora, que quer calar os saberes produzidos criticamente nas universidades junto

aos movimentos sociais e comunidades e apagar o reconhecimento da riqueza das diferenças. Querem

nublar a nossa visão ao defenderem um modelo em colapso, mas que mesmo assim não perde a sua força,

ou nos fazerem crer na deliberada hegemonia do medo e da morte, do controle, da exploração e da violência

como únicas possibilidades.

Apesar das sombras como marcas destes tempos e de tanta lama pelo caminho, o SINGA 2017 teve como

proposta a construção de um momento de exaltação das luminosidades e cores em diversos cantos da

América Latina, consistindo-se num espaço de reconhecimento da diversidade e da vitalidade dos sujeitos e

de territórios em luta. Por isso, tendo como lema e orientação uma “geografia das redes desde baixo”, o

SINGA 2017 mostrou que é preciso ir além do dos limites do estado e do capital para abrir portas, viabilizar

alternativas e vislumbrar horizontes de transformação. Neste sentido, apostamos na potência das diversas

redes de articulações, sejam elas em nível de pesquisa ou em nível territorial, junto aos grupos que resistem,

seja nas universidades, seja nas comunidades em seu sentido mais amplo.

Desde este SINGA onde cabem muitos SINGAS, queremos lançar um grito contra e outro a favor: contra

esse sistema que pretende nos acuar nos repetindo que não e possível mudar e que o caminho é único; e a

favor de continuar, desde baixo, semeando a rebeldia e resistência em defesa dos nossos territórios de vida.

               

Curitiba (PR), 5 de novembro de 2017

 

SEMINÁRIO PERSPECTIVAS DE NATUREZA

 

Departamento de Geografia - Universidade de São Paulo

 05 de Junho a 08 de junho de 2017

 

O Seminário Perspectivas de Natureza apresentará novas leituras da relação sociedade-natureza nas

Ciências Humanas, e em especial na Geografia. A ideia é refletir sobre a pertinência desses aportes

teóricos – considerando conceitos, categorias e métodos – para pensar processos relativos à questão

ambiental na contemporaneidade.

 

A MUNDIALIZAÇÃO DA AGRICULTURA BRASILEIRA

Ariovaldo Umbelino de Oliveira

 

"Mundialização é isso mesmo. Foi um conceito caro que rendeu muitos debates. Ele marca em si o espírito

do livro. E com ele, a presença de François Chesnais. Mas, ele também marca a presença de Marilena

Chauí e seu verdadeiro receituário sobre o neoliberalismo. Por isso, ele inicia-se pelo debate entre

globalização e mundialização, sem nenhum juiz dizendo qual era a ordem. Porque a Ordem desapareceu 

do mundo no outubro de 2008. Porque preocupar-me com uma coisa que a própria história tinha negado?" 

 

A FRONTEIRA AMAZÔNICA MATO-GROSSENSE: Grilagem, Corrupção e Violência 

Ariovaldo Umbelino de Oliveira

 

"Este trabalho foi apresentado em 1997 como tese de Livre Docente na Faculdade de Filosofia, Letras e

Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Hoje, em 2016, foi transformado em publicação de um

livro. Um livro que trata dos processos que iniciaram com a ditadura militar de 1964. É apenas mais um

livro a recontar parte da história do Brasil. Essa história muitas vezes pouco contada. Ele versa sobre a

história que se iniciou lá pelos anos de 1966, quando o governo da ditadura resolveu implantar no país, o

processo de ocupação da Amazônia. Eu ouvia, lia, enfim, reproduzia a história um dia contada pelos jornais

da época. Foi assim, que o livro saiu, vasculhando a impressa escrita, numa época em que valia a penas 

vasculhar a imprensa. Hoje, no entanto, isso talvez, não seria possível." 

 

CRÍTICA AO “ESTADO ISOLADO” DE VON THÜMEN:

Contribuição Para os Estudos de Geografia Agrária 

Ariovaldo Umbelino de Oliveira

 

"Este livro foi, em 1979, defendido como minha Tese de Doutorado na Faculdade de Filosofia, Letras e

Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Hoje, ano de 2016, depois de 37 anos é transformado

em livro. Muitas razões para não o publicar antes. Uma delas foi um solene NÃO, que recebi de bucha, e,

na cara quando falei com Armando Correa da Silva sobre sua publicação na coleção que ele coordenava

na Hucitec. O motivo era um só: meu trabalho não era de Geografia, era de Economia.

Assim, foi a primeira experiência de um doutor com tese defendida na USP. Não importa, nem mesmo

gozando posteriormente da amizade de Armando truquei. Não era necessário, nem mesmo depois de nos

anos 80, de ter tido o privilégio de dirigir uma coleção tratei de “enfiar” minha tese naquela editora. Foi

melhor assim, o trabalho ficou inédito, embora muito lido, mas está aí, agora, publicado definitivamente."